SOBRE

Autor

Fernando Cesar é radialista da Rádio BandFM. Fernando já lutou Judô, Tae Know Do, boxe  e atualmente é faixa azul de Jiu Jitsu.

“Olá queridos(as) internautas!!! Espero que vocês apreciem o conteúdo que abordarei neste Blog. Aqui tentarei transparecer as dificuldades ou facilidades que enfrento no tatame  e descreverei minha visão transmitidas nas lutas do UFC. Espero que goste.”

O Blog

O Blog ComeSolto veio com a ideia de juntar as 2 paixões em um local só. Aqui falo a rotina, a preparação, as dificuldades e as conquistas de um atleta amador que gosta de manter um treinamento de alta performance na academia e nos treinamentos de Jiu Jitsu e também abre-se espaço para escrever algumas matérias relacionadas ao UFC, com a visão de um fã de MMA.

TREINAMENTOS

O suor lava o rosto. Não só o rosto, mas o corpo. Os músculos estão fadigados e inchados de tanto fazer força. O braço esquerdo está sendo ameaçado por uma torção do adversário e a resistência está cada vez menor. Para defender é preciso virar o corpo, permitindo o caminho para as costas. A coisa complica. Sem ataque, só defesa. Respiração ofegante, batimento cardíaco alto e pensamento rápido, sem foco. “- RESPIRA E SE CONCENTRA” – Diz o mestre. Foco…é preciso ter foco……. Agora respira fundo……mais uma vez… Pronto, o folego melhorou. Tudo é uma lógica. Basta ter cabeça. Vamos lá.  Movimente o quadril para tirar o gancho dos pés do adversário, pronto. Gire o quadril, defende a lapela. Tudo isso parece um encaixe. Um nó humano que precisa ser desfeito. Todo o ataque tem uma saída. Basta descobrir…Aqui, achei a saída. Força! Saí daí logo!!! Não, a força falou mais alto do que o pensamento. O adversário agora está em cima com o corpo solto e peito em cima do diafragma. Agora o joelho. Nossa, como queima o CORE. Dá para sentir o coração pulsando nas veias do crânio. Caraca, será que o rosto demonstra a dor??? Não pode. Defenda-se AGORA!!!!  Braço direito está imóvel embaixo do quadril. Braço esquerdo exausto, sem força. Até que o joelho no diafragma não é tão ruim… Não, não pense assim. Saia logo daí, PORRA!!!! O ar está acabando… NÃO, Aguente firme… Não bata. “- DEEEEEEUUUUUU” –  Grita o mestre. 7 minutos eternos de luta. Praticamente um Xadrez. Os atletas se levantam, se abraçam e agradecem a experiência. Tudo não passou de um treinamento. Para um o ataque. Para o outro, superação. Uma arte dos dois lados.

UFC

” Tudo começou em 1993 quando eu tinha 11 anos. Semanalmente eu tinha direito de alugar uma fita na locadora da esquina de minha casa. Como de costume, toda sexta feira ia com meu irmão para escolher um filme para assistirmos no final de semana e ele trouxe a primeira edição de uma fita chamada VALE-TUDO. “- O que é isso? – Perguntei para meu irmão. “- É tipo Street Fighter, só que de verdade-“. Pô, que legal… Imagina ver os “Hadoogueeeem” de verdade?! Segurei a fita e aquela foi minha escolha. Lembro-me que meu irmão passou o começo do evento e foi direto para o começo de uma luta: “Você tem que torcer para o pequeno. Ele é brasileiro.” – Do outro lado tinha um gigante. O cara realmente parecia o Balrog, um personagem boxeador do game Street Fighter. Mas peraí. Como esse pequeno vai lutar contra aquele gigante? Ele não tem medo? O cara pequeno se chamava Royce Gracie e era lutador de…Jiu Jitsu?? O grande se chamava Art Jimmerson, ex campeão mundial de boxe, peso-pesado. Royce Gracie entrou em um ringue estranho.. Parecia um circulo, como o do filme do Kickboxer do Van Damme. Visto de cima era uma forma octogonal, parecida com as formas geométricas que eu via nas minhas difíceis e incompreensíveis aulas de matemática. A luta começa e meu coração disparou. Não era filme. Era de verdade. Meus olhos vidraram na TV. Caraca, eles estão brigando!!! Em pouco tempo o pequeno ameaçou um chute mas agarrou as pernas do ex – campeão  e derrubou o gigante Golias. Não havia soco, não havia chute. Royce Gracie só evitava que o boxeador gigante se levantasse. Como um brutamontes daquele tamanho não conseguia tirar um “magrelo” de cima? Estava vendo a mágica da arte suave. Como pode? Sem nenhum golpe de agressão, o “menino” ganhou o combate. “-Acho que ele é melhor que Van Damme” – disse o meu irmão. Ali me apaixonei e começou uma grande admiração pelo esporte.”

 

 

 

Anúncios
comentários
  1. hqapollo disse:

    Espero seu contato para possivel proposta de merchandising por camisetas da minha marca. abraços (obs.: vc curtiu uma foto da marca no instagram)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s